Os estudos investigando a frequência, distribuição, factores de risco e controlo da doença coronária iniciaram-se em 1945. As conclusões mais interessantes são as seguintes:
• A doença coronária é, juntamente com os acidentes vasculares cerebrais (hemorragias, tromboses, etc., das artérias do cérebro), a principal causa da morte entre os homens.
• A frequência do aparecimento da doença coronária varia em função do sexo e da idade. Em varões de idade compreendidas entre os vinte e os quarenta anos aparecem seis novos casos em cada mil pessoas por ano; enquanto que nas mulheres o índice é menor, tendendo a igualar-se após a menopausa, com o dos varões. No caso concreto de enfarte do miocárdio, a incidência na Europa é de 3,4 novos casos por cada mil varões e de 0,9 novos casos por cada mil mulheres por ano. Estes são dados médios em toda a Europa. Este distúrbio é mais frequente nos países nórdicos que nos do Sul da Europa, embora a Espanha apresente uma incidência maior que a dos países vizinhos.
• Um dos melhores trabalhos realizados em Espanha sobre esta doença iniciou-se em 1968 em Manresa (Catalunha). As suas conclusões são que na dita cidade aparecem 82 novos casos por ano de doença coronária por cada 10 000 habitantes, manifestando-se sob forma de enfarte de miocárdio em 35 pessoas, de angina de peito em 31 e de morte súbita em 16.